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Quando os detalhes fazem a diferença

Pelos últimos 11 anos, eu sempre pintei a minha sapatilha. E finalmente não vou ter mais que fazer isso! FINALMENTE. É uma sensação de dever cumprido, de revolução feita, viva a diversidade no mundo da dança. E que avanço viu demoro mas chego (sic)! A vitória não é somente minha e sim de muitas futuras bailarinas negras que virão por aí.

Ingrid Silva, nov/2019.

Bailarina Ingrid Silva comemorou ter recebido finalmente sapatilhas com seu tom de pele Foto: Instagram (@ingridsilva) / Reprodução

A brasileira Ingrid Silva (@ingridsilva), bailarina do Dance Theatre of Harlem, em Nova York, nos Estados Unidos, viralizou na internet após receber sapatilhas com o tom de sua pele. Parece um detalhe simples, mas faz toda diferença na vida bailarinos negros, que esperaram 200 anos para que surgissem as primeiras sapatilhas com tons diferentes do rosado.


"Estou aqui para celebrar com vocês. Minhas sapatilhas chegaram! Isso foi um processo de anos. Se você não usa a mesma marca, faz igual a mim, manda um e-mail, diz 'Eu uso a sapatilha, o que vocês podem fazer para me ajudar?' As marcas têm que estar abertas à diversidade. É assim que o mundo é", afirmou.


Aos 8 anos, Ingrid iniciou seu treinamento de balé no Dançando Para Não Dançar, um projeto social na Mangueira, na Zona Norte do Rio. Mais tarde, ingressou na Escola de Dança Maria Olenewa e no Centro de Movimento Debora Colker com uma bolsa integral e, aos 17 anos, foi aprendiz do Grupo Corpo. Pouco após concluir o Ensino Médio, se mudou para Nova York e foi convidada a participar do Programa de Treinamento Profissional Dance Theatre Of Harlem, onde atua como profissional desde 2013.

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