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O acarajé é patrimônio do povo de candomblé!



O tabuleiro das baianas de acarajé - comum na cidade de Salvador, na Bahia - é um dos espaços onde as mulheres negras dão vazão às suas produções e conseguem garantir o sustento de suas famílias. A tradição é passada de mãe para filha e já foi forma de subsidiar alforrias, na época da escravidão, e também o pagamento de obrigações na casa de santo.


Nos tabuleiros, as comidas mais tradicionais são o Acarajé, oferecido a Iansã, e o Abará, oferenda a Xangô. O ofício já recebeu reconhecimentos importantes, como a instituição do Dia Nacional da Baiana de Acarajé - 25 de novembro. As baianas são consideradas, desde 2004, Patrimônio da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (IPHAN) e foram reconhecidas também como Patrimônio Imaterial da Bahia e Patrimônio Cultural de Salvador, em 2012. Apesar disso, quem precisa sobreviver atualmente dessa renda ainda enfrenta dificuldades - desde a intolerância com as religiões de matriz africana, até a apropriação cultural, que garante a venda do acarajé de forma indiscriminada, sem levar em consideração à história e ancestralidade da profissão.


Participantes: Cotinha de Ogun, Yalorixá e Baiana de Acarajé


Mais informações: www.almapreta.com/editorias/o-quilombo/tabuleiro-das-baianas-tatica-de-sobrevivencia-das-mulheres-negras-no-brasil

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