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Certo dia meu filho chegou a casa dizendo que queria ser "cor de pele". Incompreensível desejo. "Filho, você é cor da sua pele. Cor de pele negra”, respondi. Esse tema nos rondou até descobrirmos um equívoco guardado dentro de uma caixa de lápis de cor.  Um deles trazia: “pele”, um rosa pálido, cor da pele de ninguém. A cor do meu filho tinha outro nome, o que fez sua busca, naquele universo colorido, resultar em fracasso...  (D.C)

      O projeto De cor da pele explora, fotograficamente, o retrato, um gênero de fotografia recorrente na história das artes, mas um dos mais potentes para atender o desejo de representação, construir novos modelos de realidade. Apresenta mulheres mães, fotografadas pela artista visual Denise Camargo com o objetivo de contextualizar e apresentar o universo simbólico e imagético da autoidentificação de raça ou cor, utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, por meio da linguagem fotográfica, na interface com as tecnologias de imagem.

      Transita entre imagem estática e cinética, entre fotografia e vídeo. Utiliza técnicas da fotografia tradicional e quadros de animação para captar o movimento em partes isoladas da imagem. Com isso, pretende ampliar os campos perceptivos da imagem fotográfica e, portanto, dos seus espectadores.

      Uma paisagem sonora, especialmente composta a partir de depoimentos das fotografadas acompanha a projeção. Há, ainda, um conjunto de depoimentos  sobre o tema, coletados espontaneamente.

        Traz, assim, inúmeras possibilidades para a fruição, formação de novos públicos e multiplicação de seu alcance. A exibição se dá por meio de intervenção no mobiliário urbano em Brasília e espaços culturais de dez Regiões Administrativas do Distrito Federal, em um pacote itinerante de projeções e ações na plataforma on-line e colaborativa.

      A plataforma é alimentada por informações que geram reflexões e discussões sobre o tema e está disponível para a publicação de trabalhos de estudantes das instituições de ensino. Educadores podem fazer download da projeção para finalidades pedagógicas.

      Há, ainda, estratégias de acessibilidade nos produtos do projeto, como audiodescrição da projeção para públicos cegos e visita em libras para públicos surdos. Uma cartilha sobre temas pertinentes ao objeto do projeto é oferecida gratuitamente para donwload ao público, como uma das contrapartidas sociais do projeto.

      Uma equipe plural de artistas em diversas linguagens participa das fases de produção à difusão do objeto artístico. O projeto tem patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal.

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